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À quantas andam os nossos laços?

POR FERNANDA TELES/PSICÓLOGA CLÍNICA

Falar de transtornos de humor hoje, é também abordar aspectos que tangem as relações sociais. Numa sociedade onde o acesso a comunicação se passa em sua maior parte pelos meios de informações ligados a aparelhos e a internet, onde o contato físico tem ficado cada vez mais escasso, como podemos detectar alterações no humor, no convívio, nas relações, se não houver uma presença física para isso? Através dos meios de informações muitas vezes não se pode perceber no tom de voz como a pessoa realmente está, ou através de uma mensagem detectar como anda o emocional de alguém. Mas como dizia a cantora Elis Regina em um de seus últimos depoimentos, após a morte de John Lennon, “Tá tudo errado! A gente tem que perder tempo sim, tem que se envolver. O ser humano está perdido”. Se nesse perder tempo as pessoas se envolverem umas com as outras, se derem importância a dor ou sofrimento vivido, quantas dores não poderiam ser solucionadas? Para se perceber algum transtorno ou alteração em alguém, é preciso se envolver. E se há envolvimento, muitas vezes nem há transtorno e alterações de humor. O ser humano precisa de atenção, de criar laços sociais para sua sobrevivência. Mas ao se perceber mudanças no comportamento ou mesmo nas relações, pode-se procurar a ajuda de um profissional preparado para escutar os sentimentos velados, as dores marcadas pelos laços fragilizados de nossa atual vida humana. Não existem problemas sem soluções, mas é preciso fazer algo para que não sejam problemas eternos.

CONTATO:(37) 99942 6675

Fernanda Teles CRP: 04/ 35.139

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qua Maio 24 , 2017
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