O psicólogo pode atender familiares, amigos e conhecidos?

Muitas pessoas já me fizeram a pergunta da foto acima, sobre querer fazer o processo psicoterapêutico comigo. Pensando nesse dúvida frequente, acho importante destacar, mais uma vez, sobre o que está escrito no Código de Ética do Profissional Psicólogo, que ao psicólogo é vedado: “j) Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha vínculo com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos objetivos do serviço prestado”; e “k) Ser perito, avaliador ou parecerista em situações nas quais seus vínculos pessoais ou profissionais, atuais ou anteriores, possam afetar a qualidade do trabalho a ser realizado ou a fidelidade aos resultados da avaliação”. Ou seja, não é proibido que essa prestação de serviço seja feita, mas é orientado que se tenha bastante responsabilidade ética e profissional e que se pense se não haverá interferência no processo quando se atende alguém que seja conhecido.
Assim sendo, é uma escolha subjetiva que cada profissional faz, levando em consideração suas próprias questões e que tenha bom senso para decidir atender essa clientela ou não.

Em um processo psicoterápico, o paciente pode falar de questões muito íntimas e por vezes desconfortável para ele, e talvez, quando atendido por alguém que o conhece de alguma forma, não se sinta aberto o suficiente para falar sobre isso. Dessa forma, é preciso colocar na balança todos esses possíveis aspectos e decidir como se portará nesses casos. Lembrando que em cada caso a condução é única e subjetiva, devido suas particularidades. Em meu trabalho clínico, de maneira geral, optarei por não atender familiares e amigos. Já conhecidos, irei analisar pelos vários vieses citados, entre outros possíveis. Enfim, é um assunto amplo e que pode gerar muitas elaborações acerca do tema.

👩🏻‍💻 Psicóloga clínica Taíza Queiroz Lima – CRP-04/56933

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