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ENTREVISTA ESPECIAL COM A PSICÓLOGA TAÍZA QUEIROZ

ENTREVISTA ESPECIAL COM A PSICÓLOGA TAÍZA QUEIROZ

 

SJ1) Por que você escolheu ser psicóloga?

Taíza Queiroz:Eu lembro que desde muito pequena, eu ficava fascinada escutando histórias das pessoas em encontros familiares. Outra memória que tenho é que, por volta dos meus 15 anos, eu pensava e falava que queria ser psicóloga. Assim que saí do ensino médio, me inscrevi em Psicologia na PUC Betim com a nota do Enem. Posso dizer que nesse trajeto anterior eu não sabia da dimensão dessa escolha, pois eu não tinha ideia da amplitude da Psicologia. Na graduação minha identificação com a Psicologia foi ficando cada vez mais evidente, assim como o meu entendimento sobre sua amplitude, o que a tornou uma parte muito importante da minha vida. Acredito que escolhi a Psicologia porque sempre gostei de ouvir as pessoas falando e expressando emoções, e pelo fato delas geralmente se sentirem à vontade para isso em minha companhia.

SJ1) Há quanto tempo você atua como psicóloga?

Taíza Queiroz: Na graduação eu tive várias experiências de estágio obrigatório e de um projeto de extensão universitária. Mas considero que comecei minha atuação como psicóloga clínica quando entrei para a equipe de monitores do Núcleo de Psicologia da PUC Betim em 2019, conhecido como NUPSI. Fui monitora voluntária por um ano, e neste adquiri uma bagagem de aprendizagem muito significativa atendendo casos clínicos, fazendo plantão psicológico e tendo 3 horas de supervisão semanal, somado ao meu percurso na graduação. Como psicóloga clínica autônoma e formada eu atuo atendendo de forma presencial há cinco meses na Casa 820 Consultório de Psicologia e realizando atendimento on-line também.

SJ1) Como você define a psicologia?

Taíza Queiroz: A ciência psicológica é extremamente vasta, complexa e cheia de conhecimentos e caminhos possíveis. Na minha definição, a Psicologia é umas das áreas mais importantes do conhecimento, pois ela se interliga com diversos campos do conhecimento, tais como sociologia, filosofia, psiquiatria, medicina, dentre outras, e produz um conhecimento próprio e de extrema relevância social. Dessa forma, a Psicologia é extremamente necessária e útil, mas precisa ser mais valorizada, reconhecida e ter o seu conhecimento mais difundido para todas as populações para que as pessoas quebrem tabus sobre a área, percebam o quanto ela pode auxiliar e ser potencializadora para a saúde mental e física das pessoas e que ela se torne um serviço mais acessível para as diversas populações.

SJ1) Aponte alguns desafios que você já enfrentou nesta profissão.

Taíza Queiroz: Acho que iniciar a carreira em qualquer profissão após formar é sempre desafiador, pois é um período cercado por inseguranças e incertezas, mas também de várias aprendizagens possíveis. Para mim não tem sido diferente disso. Cada um enfrenta isso a sua própria maneira. Posso dizer que tenho enfrentado de forma sábia e profissional: me dedicando a continuidade dos estudos, a supervisão de casos clínicos em grupo, a minha análise pessoal e a adaptação como psicóloga clínica.

SJ1) Psicologia ou neurociência? O que você tem a dizer sobre a neurociência?

Taíza Queiroz: Psicologia por ser a área de conhecimento que me formei, que estudo há mais de cinco anos e que amo. A neurociência é um dos campos de conhecimento que tem ligação com a Psicologia, mais especificamente com a Neuropsicologia, a Psicologia Cognitiva, Terapia Cognitivo Comportamental, Cyberpsicologia, dentre outras possíveis. Assim sendo, o que tenho a dizer é que reconheço a importância dessa área para o conhecimento científico e para a sociedade e que ela agrega muito ao campo da Psicologia, principalmente por ser um campo multidisciplinar. Considero importante destacar que existe diferenças entre as duas áreas: enquanto a neurociência procura explicar os fenômenos neurais por meio de pesquisas experimentais diversas, a neuropsicologia utiliza essas informações para fazer uma avaliação clínica e diagnosticar as alterações de comportamento. Já a psicologia clínica ocupa-se em conhecer e intervir nas reações emocionais, nas manifestações psíquicas e cognitivas dos pacientes, levando em consideração como estas manifestações de apresentam de forma subjetiva em cada sujeito.

SJ1) Uma frase que te inspira:

Taíza Queiroz: Eu poderia citar várias frases, mas deixo aqui a seguinte: “Viver é um rasgar-se e remendar-se” de Guimarães Rosa.

SJ1) Momento para as suas considerações e convites.

Taíza Queiroz: Quero agradecer muito a Equipe SJ1 pela entrevista e pela parceria que estamos construindo entre o site Sistema J1 e a minha página profissional no Instagram @psicologa.taizaqueiroz (https://instagram.com/psicologa.taizaqueiroz). Lá na minha página há várias reflexões por meio de frases, textos e imagens, dicas de leitura e tento compartilhar alguns conteúdos da área de conhecimento da Psicologia. Aproveito esse espaço para deixar aqui o meu LinkedIn também: https://www.linkedin.com/in/taizaqueirozlima/.

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