“SEGUNDO SOL” Muita pimenta e bom humor

Adriana Esteves e Deborah Secco interpretam as vilãs do folhetim

Adriana Esteves

Laureta (Adriana Esteves) e Karola serão aliadas e vão fazer de tudo para conseguir o que desejam

RENATO LOMBARDI*

RIO DE JANEIRO. Em sua trajetória como autor de novelas, João Emanuel Carneiro criou vilãs que marcaram a televisão. Entre elas, estão Bárbara, de “Da Cor do Pecado” (2004), Leona, de “Cobras e Lagartos” (2006), Flora, de “A Favorita” (2008), e Carminha, de “Avenida Brasil” (2012) – personagem ainda lembrada pelo público. Em “Segundo Sol” não será diferente. Mas, desta vez, o público terá duas vilãs.

Karola, personagem de Deborah Secco, é uma jovem interesseira que se apaixona perdidamente por Beto Falcão. Ela vê na falsa morte do namorado a oportunidade de enriquecer. Ela é muito próxima de Laureta, vivida por Adriana Esteves – uma mulher amargurada e solitária que se passa por promoter de eventos em Salvador, mas na verdade é uma cafetina. Juntas, elas prometem infernizar a vida de quem tentar atrapalhar seus planos.

“Minha preocupação não é fazer vilanias, é contar a história dessa mulher e o que ela sente com relação a uma série de coisas que são abordadas na novela”, afirma Adriana, evitando rotular sua personagem como vilã. “Ela quer ser rica”, revela Deborah, ao falar de Karola. “Não trabalhamos com pobreza”, brinca.

Conheça outros personagens de “Segundo Sol”, próxima novela das 21h.

Comparações. Desde que o primeiro clipe de “Segundo Sol” foi divulgado, muitos telespectadores apontaram semelhanças entre Laureta e a vilã Carminha, de “Avenida Brasil”. Mas o autor garante que elas são bem distintas. “Laureta é diferente da Carminha, que era dissimulada, fingia que era uma mãe de família e era uma tremenda doida. A Laureta, não. Ela é uma figura libertária, afronta os outros, é original. Ela não deve satisfação a ninguém, ela é transgressora nesse ponto. É bem diferente da Carminha, que dava satisfação aos outros”, explica.

Adriana Esteves garante que está despreocupada com as comparações: “Não tenho medo de comparação nenhuma. Não posso trabalhar com o medo, tenho que trabalhar com coragem, criatividade e alegria, estar aberta ao novo. São novos atores, novos personagens, um contracenar diferente, e aí a gente vai criando o trabalho artesanalmente, aos poucos”.

Mas João Emanuel Carneiro revela que, das duas vilãs, Karola será a mais atrapalhada, o que vai render momentos de humor. “A Karola é uma vilã palhaça. Ela é uma vilã errada, que se atropela, que se atrapalha. Não é uma vilã cômica, mas é uma vilã muito humana”, diz o autor.

*O repórter viajou a convite da Rede Globo
Fonte:Jornal O Tempo
Facebook Comments

Deixe uma resposta