Com Shazam, Apple teria mais poder sobre concorrentes

Comissão Europeia avalia se aquisição desequilibra mercado

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Na mira. Aquisição da Shazam pode dar à Apple vantagem competitiva no mercado de streaming

O acordo proposto também daria à Apple acesso a dados extensivos e insights sobre os interesses musicais de usuários. Os termos financeiros do acordo, anunciados em dezembro, não foram divulgados, mas estimativas de mercado acreditam que os valores passam de US$ 400 milhões. A Comissão Europeia afirmou nesta segunda-feira que o pacto pode dar à Apple acesso a dados que permitirão à fabricante de iPhones atingir diretamente os clientes de seus rivais e encorajá-los a mudar para o serviço de assinatura musical Apple Music.

A UE também disse que vai investigar se os concorrentes poderiam ser prejudicados caso a Apple descontinue os encaminhamentos para os serviços do aplicativo Shazam. Nem a Apple nem o Shazam responderam imediatamente a pedidos de comentários. A UE afirmou que o prazo para decidir sobre o acordo terminaria em 4 de setembro, embora o limite ainda possa ser estendido.

Os órgãos europeus acreditam que o negócio possa prejudicar a concorrência, proporcionando à Apple um conjunto de dados que permitiria à companhia norte-americana acesso a dados de usuários de concorrentes ao Apple Music, como Spotify e Deezer. “Nossa investigação visa garantir que os fãs de música continuem a desfrutar de ofertas atraentes de streaming de música sem terem menos opções como resultado dessa proposta de fusão”, disse Margrethe Vestager, comissária europeia para competição, em comunicado. O Shazam já foi baixado mais de um bilhão de vezes e tem 20 milhões de usuários diários. Um dos negócios do Shazam é compartilhar com a indústria da música os hábitos dos consumidores.

Saiba mais

O que é: Shazam é um aplicativo para smartphones que incorpora um serviço que permite a identificação de músicas. A empresa tem sua sede em Londres e foi fundada por Chris Barton, Philip Inghelbrecht, Mukherjee Dhiraj e Wang Avery em 1999.

Como funciona: Cria uma impressão digital acústica com base na amostra de áudio e compara-a contra um banco de dados central. Se encontrar uma correspondência, ela envia informações para o usuário, como artista, título da música e álbum.

Fonte:www.otempo.com.br

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