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LISTA/ Preço de material escolar chega a variar até 545%

Pesquisa mostra que itens têm reajuste bem acima da inflação

material escolar

Volta às aulas. Consumidor deve ficar atento à variação de preços dos itens de material escolar

Segundo o estudo, um caderno universitário espiral de capa dura, com 96 folhas, subiu 26,69% (de R$ 7,27 para R$ 9,21), percentual bem acima da inflação em Belo Horizonte, que fechou em 3,94% em 2017, segundo a Fundação Ipead.

Os pesquisadores visitaram 11 lojas no período de 2 a 8 de janeiro e avaliaram 82 produtos, considerando itens de marcas conhecidas e os genéricos, em que eram pesquisados os de menor valor oferecido no estabelecimento. Segundo o diretor do site responsável pela pesquisa, Feliciano de Abreu, em entrevista à rádio Super Notícia FM e ao jornal O TEMPO, são diversos os elementos que podem influenciar a variação de preços dos artigos. “Além das regiões, que contribuem bastante para essa divergência de preços, como papelarias que estão em frente às escolas e regiões mais nobres da cidade, outros fatores, como itens da moda, podem influenciar. Um caderno brochurão, de capa dura, com estampa de um personagem da moda, pode custar até três vezes mais em relação a outro, da mesma marca, sem estampa”, explicou.

Para o diretor, além da estimativa de queda da inflação para este ano, de 3,96% para 3,95%, como revela o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, os preços podem sofrer variação também devido à grande concorrência e à temporada de volta às aulas.

Preço diferente. Em relação à diferença de preços neste ano, a pesquisa revelou também que, em alguns casos, os produtos podem variar de um estabelecimento para o outro. O lápis preto HB número 2, por exemplo, teve variação de 225%. Outro produto que chamou atenção pela grande diferença de preços foi a cola branca de 40 gramas, que pode ser encontrada de R$ 0,90 até R$ 3,90, uma variação de 333%. O item que mais variou de preço de um estabelecimento para o outro, segundo a pesquisa, foi a pasta de aba-elástico de 40 milímetros. O menor valor encontrado para o artigo foi de R$ 2, mas ele pode chegar a R$ 12,90, variando 545%.

Fique atento

Dica. O diretor do site de pesquisas Mercado Mineiro, Feliciano de Abreu, lembra que algumas escolas têm o costume de pedir alguns produtos que fogem ao comum na grande maioria das listas de materiais escolares. Neste caso, o pesquisador orienta que os pais questionem a instituição sobre o motivo da exigência do item. “Os pais têm o direito de saber o que os filhos estão usando na escola”, diz.

Pesquisar é ainda a melhor opção

Para a economista da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) Ana Paula Bastos, a melhor alternativa para economizar na hora de comprar os materiais escolares é pesquisar pelo melhor preço. “Tem que pesquisar em diversas lojas e encontrar o melhor preço para cada item”, orienta. Outra boa opção, segundo a especialista, é trocar ou tentar vender produtos usados no ano anterior que estejam em bom estado. “Uma boa forma de evitar o gasto exagerado é comprar apenas o necessário, evitar modismos e, se levar as crianças às compras, estabelecer limites”, recomenda.

A funcionária pública Grazielle Galinari encontrou um jeito interessante para poupar gastos exagerados neste período do ano e, ainda, ajuda outras mães na árdua tarefa. Mãe de dois filhos, ela opta por comprar os materiais escolares em um estabelecimento que vende por atacado, e o que sobra ela revende para outras mães. “Hoje, elas já fazem uma lista e me entregam. Eu mostro o orçamento, e elas me repassam o dinheiro”, conta.

Fonte:www.otempo.com.br/RAQUEL PENAFORTE

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