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Pense nisso..

Demorou um certo tempo para que eu e minha solidão nos afinassemos. Na verdade, eu a ignorei por décadas… Tinha um medo recorrente e assombroso de me ver só. Quando previa a possibilidade de estar sozinha em qualquer situação, lá estava eu à postos buscando alguma pessoa para me fazer companhia, algo que me preenchesse e me distraisse de mim mesma. Que coisa mais engraçada esse amedrontamento sobre estar só… Essa fuga de si mesmo, como quem não pode constatar, suportar o próprio silêncio, ouvir ecos internos, contemplar vazios e se surpreender com as próprias sombras.
Como podemos imaginar nos sentirmos sozinhos, diante de tamanha bagagem que carregamos dentro da gente?
O problema é que vivemos o tempo inteiro no exercício das interações, somos seres sociais, insistimos em fomentar a dependência e se não nos atentarmos, sim! Poderemos acreditar que precisamos do outro para sobreviver, independente de como ele seja, do que nos provoque, cause, se agrega ou destrói. O desespero e temor do abandono, refletido no sentimento angustiante de aniquilação é maior e isso justifica a permanência de tanta gente em relacionamentos destrutivos, desgastados, limítrofes, infelizes… Tudo isso, para não se ver só, algo como: ” Sou infeliz, mas não sou sozinho”.
Aff… Confesso que já me vi assim, fazendo isso. Diante do temor, não conseguimos nos perceber e tão pouco ponderar sentimentos, avaliando a qualidade das interações. Cegos e desesperados, vale qualquer coisa para não nos sentirmos vulneráveis… Até insistir em vínculos disfuncionais e sem razão de ser.
Acreditamos que assim, estamos protegidos, quando na verdade, nunca estivemos tão aprisionados na dependência. Na ideia de que precisamos mais do outro do que de nós mesmos. Liberte-se! Entenda que a solidão não é assustadora, mas nossas crenças, fantasias e pensamentos, sim! Estar na própria companhia pode ser uma descoberta e tanto! Daquelas amizades que começam tímidas e quando se vê, já não vivemos sem. Me recordo com orgulho do dia em que convidei minha solidão para ficarmos juntas, na verdade passarmos uma noite de sábado, batendo papo e contemplando estrelas… Foi paixão à primeira noite. Nunca mais larguei, nunca mais a evitei. Nos encontramos com frequência e nos damos muito bem. Às vezes, me distraio com muitas coisas e fico sem vê-la um bom tempo… Sinto falta, percebo que ela me faz bem, c ela me aproximo de mim e é libertador…
Fonte: Pamela Magalhães Psicóloga

Foto:Reprodução

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