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Pense nisso…

Fico pensando como alguém pode supor amar qualquer pessoa, sem antes amar a si mesmo… Quando não me amo o bastante, deixo em mim vazios gritando ecos de carência e num ato desesperado de sobrevivência, busco no outro suporte, preenchimento e sustentação, dessa incompletude que me sufoca. Ao agirmos assim, tornamos o outro parte indispensável da nossa existência, entendendo que precisamos dele e seu abandono seria uma verdadeira ameaça de aniquilação. Acreditamos então, que amamos essa pessoa! Ela é o ar que respiramos! A razão de nossas vidas! E sim, demos esse lugar a ela e nossa crença nos faz totalmente certos e convencidos dessa realidade… E se essa pessoa quiser ir embora? E se ela quiser usar e abusar dessa dependência? E se ela não suportar essa relação? Você deixará ela ir? Você insistirá para que fique? Você acha que não sobreviverá sem ela?
A sensação poderá ser essa mesmo, “se ele(ela) me deixar, o mundo vai desabar, não vou aguentar, NÃO SEI VIVER SEM ESSE AMOR…” Eis que estou aqui para te contar que você vive sim. Aliás, você vem vivendo sem amor próprio faz tempo, o que você tem feito é viver às custas do “amor” do outro. Sim! Você vem se desdobrando em mil para não perder esse(a) parceiro(a), mas tudo isso pelo medo absurdo dele(a) te abandonar e você não conseguir seguir sozinha(o). Que raio de relação afetiva é essa? De onde você tirou que amor é moeda de troca para sustentar dependência?
O amor acontece e verdadeiramente existe na espontaneidade, no momento em que ninguém “precisa” de ninguém, no instante em que existem dois inteiros desejando estar juntos, simplesmente pela delícia dessa estada. Por fazer bem, por se sentirem melhores, para somar, agregar, transformar, sem cobranças, sem controle, sem tirar. O amor fica onde se sente confortável, escolhe terrenos férteis para crescer forte e multiplicar.
Por: Pamela Magalhães

Foto:Reprodução/Facebook

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