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Líder da juventude liberal é morto após protestos no Paraguai

Congresso do Paraguai é incendiado por manifestantes nesta sexta-feira (31) após aprovação de medida que autoriza a reeleição presidencial (Foto: Reprodução)
 Um jovem de 25 anos, líder da Juventude Liberal do distrito de La Colmena, no departamento de Paraguarí, morreu baleado na cabeça durante protestos no Paraguai, após o Senado aprovar, nessa sexta-feira (31), a reeleição presidencial. O tiro teria sido disparado por um policial, informa a imprensa paraguaia.

O rapaz foi baleado logo após a polícia invadir a sede do PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico), na capital Assunção. O jovem foi identificado como Rodrigo Quintana, presidente da Juventude Liberal de La Colmena.

Segundo testemunhas, policiais invadiram o prédio e forçaram as pessoas a se deitarem no chão. Um policial atingiu Quintana com ao menos um tiro. O jovem foi levado ao Hospital de Traumas, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

A senadora Desirée Mais disse que Quintana tinha mais de um ferimento a bala no corpo e que várias pessoas foram agredidas. A morte de Quintana também foi confirmada por Efraín Alegre, presidente do PLRA, à agência de notícias EFE. “Policiais invadiram a sede do partido de forma bárbara e dispararam contra manifestantes. Alguns foram atingidos e estão gravemente feridos”, afirmou.

Testemunhas disseram ainda que vários integrantes estavam se reagrupando após os protestos e fugiram para a sede do PLRA por causa da truculência da polícia nas ruas.

Manifestações

Centenas de pessoas invadiram, saquearam e incendiaram o Congresso do Paraguai na noite dessa sexta-feira (31), horas depois que senadores partidários do presidente Horacio Cartes aprovaram uma emenda à Constituição liberando a reeleição presidencial.

A ira dos manifestantes foi provocada pela forma como a mudança foi feita. Na terça-feira (28), uma sessão paralela no Senado, comandada pela bancada governista à revelia do presidente da Casa – o opositor Roberto Acevedo–, abriu caminho para o direito a reeleição ser votado em plenário na sexta.

Acevedo e outros opositores de Cartes acusaram a manobra de “golpe parlamentar”. Já na terça, a capital, Assunção, havia registrado protestos em torno do Congresso, que acabaram ganhando outra dimensão.

Inicialmente, os manifestantes que estavam do lado de fora enquanto ocorria a sessão plenária foram alvo da polícia, que disparou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

O confronto se expandiu pelas ruas do centro de Assunção, enquanto outro grupo permaneceu em frente ao Congresso e conseguiu entrar. Os manifestantes atearam fogo em uma guarita, e as chamas atingiram parte do prédio. Uma parte deles foi até os gabinetes dos senadores que aprovaram a emenda e saquearam as salas. Cerca de meia hora depois, os bombeiros chegaram para conter as chamas, e o protesto se dispersou. Segundo as autoridades, ao menos 30 pessoas ficaram feridas, incluindo políticos.

Ponte da Amizade

A Ponte da Amizade, na fronteira do Brasil com o Paraguai, ficou fechada das 22h de sexta-feira (31) até as 3h da madrugada deste sábado (01), segundo a Polícia Rodoviária Federal.

O fechamento ocorreu devido a protestos que irromperam no país vizinho após o Congresso aprovar uma emenda que permite a reeleição presidencial.

A ponte liga as cidades de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai.

Fonte:www.osul.com.br

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