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Militar agride jovem que não quis ficar com ele, diz mãe

“Minha menina já falou que ele quis ficar muitas vezes com ela, mas ela nunca quis. Acho que esse pode ter sido o motivo, mas não tem justificativa para o que ele fez. Ele é um monstro”. A frase é de Kelen Cristina Faria da Silva, de 42 anos, mãe de Priscila Patiele, de 25, que foi agredida na madrugada deste sábado (7) na saída de uma boate em Betim, na região metropolitana, por um policial militar de folga.

Após o crime, o suspeito deixou o local e ainda não foi encontrado. Uma ocorrência de lesão corporal consumada foi registrada pela Polícia Civil e encaminhada para a 4ª Delegacia de Polícia Militar de Igarapé.

Priscila Patiele Faria Silva de Brito foi socorrida por populares e encaminhada para a Unidade de Pronto-atendimento de Igarapé. Porém, devido aos ferimentos, ela foi encaminhada para o Hospital de Pronto-socorro João XXIII, em Belo Horizonte.

Entenda

Moradora de Iagaré, cidade da região metropolitana, Priscila deixou a casa onde mora com a mãe no fim da noite da sexta-feira (6) para ir com as amigas na boate Nove, em Betim, no município vizinho.

Durante a madrugada, como consta no boletim de ocorrência da Polícia Militar, a vítima deixou o local na companhia das amigas. Contudo, quando já estava dentro do carro para retornar para casa, o policial apareceu e a chamou para uma conversa.

A mãe da vítima, que acompanha a filha no hospital, diz que as agressões foram iniciadas de forma inesperada. “Ela me contou que eles estavam conversando e do nada, ele já puxou ela pelos cabelos e começou a bater. Umas pessoas tentaram fazer ele parar, mas ele é muito grande. Por fim, um rapaz conseguiu e levou ela para a casa”, afirmou a dona de casa Kelen Cristina Faria da Silva, de 42.

Como a vítima apresentava muitos ferimentos e dores pelo corpo, ela foi encaminhada para a UPA de Igarapé e depois foi transferida para Belo Horizonte. Priscila fraturou o nariz e irá passar por exames.

Motivação

A mãe da vítima contou que a filha conhece o militar há seis meses. Durante este período, Priscila chegou a realizar faxinas em um sítio do suspeito e que o homem teria tentado se aproximar dela, mas sem sucesso.

Ao contrário do que diz a mãe da vítima, no boletim de ocorrência da Polícia Militar Priscila não informou o que poderia ter motivado as agressões.

.Fonte: Jornal O Tempo

 

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sáb jan 7 , 2017
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