Elias Santos assumirá a presidência da Empresa Mineira de Comunicação

Arualmente, o jornalista, radialista e professor é diretor artístico da rádio Inconfidência

Elias Santos

Continuidade. Elias Santos pretende manter projeto que norteia a Inconfidência e a Rede Minas

Atual diretor artístico e apresentador da rádio Inconfidência, o jornalista, radialista e professor Elias Santos será o novo presidente da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), que, além da rádio, abrange também a Rede Minas. Ele assumirá o cargo deixado pelo músico Flávio Henrique, que morreu, no dia 18, devido à febre amarela.

Santos afirma que não pretende fazer alterações na programação, tanto da rádio quanto da emissora de TV, mantendo, assim, o projeto em execução. “A ideia é continuar o que já vinha sendo traçado. A gente sabe que um projeto de comunicação pública é algo que não está pronto. É um desafio a ser construído dia a dia. Mas nós trabalhamos muito com três conceitos: cultura, cidadania e educação, que vão continuar inspirando nossas ações”, diz Santos, lembrando, em seguida, uma das qualidades do gestor anterior.

“Um dos desafios será fazer isso com a mesma tranquilidade que o Flávio Henrique tinha de administrar tudo”, pontua Santos. Ele também ressalta o interesse em ampliar as atividades ligadas ao conteúdo educativo. “Mas nós não vamos dar aula na TV nem na rádio. A gente quer trabalhar com educação de forma ampla. Há algumas ações que já estão sendo desenvolvidas e outras deverão ser construídas no dia a dia”, afirma.

Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Santos retornou para a Inconfidência, em 2015, após ter trabalhado na casa entre 1995 e 2003. Depois, ficou dez anos à frente da rádio UFMG Educativa, sendo um dos seus fundadores.

Esse período, para ele, foi fundamental para depois assumir a direção artística da Inconfidência. “Na UFMG Educativa, comecei a entender melhor a parte burocrática, administrativa, em torno de uma emissora. Os dez anos que passei lá me ajudaram a assumir depois um cargo mais administrativo. Quando cheguei na Inconfidência, não achava que estava completamente preparado não, mas trazia comigo algo importante que aprendi na UFMG. A gente não tinha recursos para colocar a rádio no ar e precisávamos trabalhar com o que havia disponível. E quando vim para a Inconfidência, também sabia que era importante ter essa visão bem pé no chão; trabalhar com os recursos disponíveis, e, principalmente, com as pessoas que encontrei aqui”, diz o jornalista.

Santos também já foi apresentador dos programas “Caleidoscópio” e “Retratos”, na TV Horizonte, e do “Elias Sunshine Show”, na Rede Minas, além de ter passado pela TV Alterosa e pela rádio Savassi.

CONTINUIDADE. Angelo Oswaldo, secretário de Estado de cultura de Minas Gerais, comenta que a nomeação de Elias para a presidência da EMC faz parte de um processo natural e ressalta a trajetória profissional dele. “Elias tem uma bela experiência na rádio UFMG, uma presença dinâmica na rádio Inconfidência e participou, desde o início, do processo de fusão da EMC. Ele foi um grande companheiro nesta jornada. O Elias vai dar continuidade a um projeto vitorioso. Apesar de ele chegar em um momento trágico, que é a morte do Flávio Henrique, Elias chega para garantir a continuidade dessa mesma linha dirigida pelo Flávio”, diz Oswaldo.

Terence Machado, apresentador do “Alto Falante”, programa exibido pela Rede Minas, sublinha diferenças entre o perfil de Elias e do seu antecessor. “Flávio Henrique tinha a sensibilidade de um músico, mas estava muito envolvido com o meio político. Já Elias tem um leque maior, porque é professor, conhece muito de rádio e de TV. Os melhores diretores da TV foram os que tinham essa bagagem, como o Paulo Valadares, que sempre chamava as pessoas para falar desde o corte de cabelo de um apresentador até a programação. Como o Flávio ficou pouco tempo e com a transição da EMC, não chegou a ter esse tipo de atuação. Mas o Elias vai tirar de letra, está bem encaminhado”, observa Machado.

Sobre o que se pode esperar de sua gestão, Santos enfatiza um direcionamento, sobretudo, pragmático. “Antes de pensar em criar qualquer coisa na programação, eu acho importante por o pé no chão e pensar se realmente tenho recursos para isso. Seja ele técnico, humano ou financeiro. Não gosto de criar nada sem ter esse tipo de visão”, conclui ele.

Fonte:Jornal O Tempo

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